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25/04/2013
25/02/2013
Bimbys!
Sábado assisti a uma demonstração da Bimby. Erro. Se eu antes já queria uma Bimby, agora vou ter mesmo de ter uma Bimby! Só que o raio da maquineta custa quase 1000€ pah! E nesta altura custa-me um bocado dar assim este dinheiro... e os planos prestacionais também não me convencem. Primeiro porque nunca tive um empréstimo e só de pensar em ficar presa a um plano de pagamentos prestacionais por causa de um electrodoméstico já me corrói as entranhas, depois porque pagar juros não me assiste. Portanto a única solução que me restou foi iniciar um plano maquiavélico para cravar a Bimby aos meus pais:
A Engenheira: Se eu me casasse tu davas-me uma prenda de casamento, certo?
O Pai: Sim, claro...
A Engenheira: E seria de valor superior a 1000 euros, certo?
O Pai: Sim, muito provavelmente.
A Engenheira: Então, tendo em conta que eu não me vou casar a não ser que o código fiscal nacional mude (e não me parece que esteja para breve...) acho que me devias dar a prenda na mesma, porque só me dares prenda se eu me casar é um fomento à minha hipocrisia e à tua também que eu sei que tens a mesma opinião que eu do casamento.
O Pai (muito baixinho): Temos de convencer a mãe devagarinho...
07/02/2013
28/01/2013
Casas e famílias
A família (alargada) tem uma casa. A família (alargada) nunca tratou do raio da casa. A casa está um nojo na minha humilde opinião. Para mim não é "frequentável". Tenho vergonha de levar lá os meus amigos. Levei lá O Sócio e expliquei-lhe a situação. Ele concordou comigo. Ele teve pesadelos com alguns dos móveis (monos...) daquela casa. Ele espantou-se pelo facto de alguém conseguir consumir comida que tenha estado no frigorífico que lá existe. Eu percebo-o. Ele espantou-se pelo facto de uma mesa metálica que lá existe ainda se conseguir manter em pé de tão corroída pela ferrugem que está. Eu percebo-o. É assim, a casa de férias na praia da minha família (alargada). Eu sou das poucas pessoas a pensar assim. As outras são os meus pais. O meu irmão acho que já se esqueceu de que aquilo existe. Mas a casa continua a ser frequentada e, como tal, há a opinião de que está bem assim. Sem qualquer tipo de obras ou de manutenção. Até que choveu lá dentro (bruxo...) e lá fomos eu e O Sócio (pobre coitado, sujeito a semelhante visão) ver o que se passava para dar um orçamento. Agora vai-se trocar o telhado. É um principio. Mas muito pequenino. Vai continuar a ser-me impossível de lá passar seja quanto tempo for sem ser por motivos profissionais. É pena. Já passei lá muitas férias e muito boas, gostava de repetir um dia. Mas acho improvável, pelo menos naquela casa.
25/01/2013
Momento comic-relief da defesa da tese
Já depois de eu fazer a minha apresentação, estávamos todos sentados nos devidos lugares e o arguente a falar. Fala, fala e a páginas tantas começa a dizer "porque o seu trabalho está muito bom e seria de todo interessante publicar uns artigos sobre isto...". Neste momento o meu orientador saca do artigo que já tínhamos publicado numa revista internacional e começa subtilmente a esticar o braço para o dar ao arguente enquanto diz a meia voz "Professor Vieira, já publicámos... em revista internacional, tem aqui para ver". Ao que eu, muito indignada, disparo um (e não foi a meia voz...) "mas esse artigo tem o seu nome!!!". Pronto, parte-se a sala toda a rir (que é como quem diz as três pessoas da assistência, o meu orientador, o presidente do jurí e eu), o homem fica vermelho que nem um pimento mas ri-se também, vá lá, não levou a mal, mas ainda olhou para o público para se certificar que não estaria lá ninguém de relevância que a coisa podia cair mal. Depois ainda meio encavacado lá diz enquanto se tosse todo "ah, bom, realmente... podia ter posto em anexo".
Isso e a cara dele(s) quando eu lhe respondi "porque não calhou" quando ele me pergunta porque é que eu não englobei a temática de planos de segurança da água (sobejamente estudada por ele...) na minha tese, foram os momentos priceless de ontem.
Pergunto-me como é que tive 18...
24/01/2013
Feito!
Cheguei. Esperei. Stressei. Respirei fundo. Apareceu o meu orientador. Fomos até ao anfiteatro. Apareceu o Professor Pinho. Pode começar a preparar-se, dizem. Reparo que não há computador. Ainda bem que O Filósofo levou o dele. Trouxe um cópia da sua tese, perguntam. Só em pdf. Eu empresto-lhe a minha, oferece-se o meu orientador. Nós vamos ali tomar café enquanto o Professor Vieira não chega, dizem e saem. Entra uma gaja na sala para assistir. Pergunta se pode. À vontade, mas já agora porquê? Vai defender a tese dela para a semana. Em conversa diz-me o teu júri é composto por 3 super gurus. Obrigada por me descansares. Chegam os ditos cujos. Sentamo-nos nos respectivos lugares. Começa o presidente do juri bla bla bla, agradecimentos bla bla bla, parabéns bla bla bla. É a minha vez. Respirar fundo. Comecei. Firme. Treinei bastante. Passou rápido. Acabou. Não agradeci a ninguém. Segundo O Filósofo é costume. Azarito. Também é costume levar uma cópia da tese e um computador e eu não levei. Volto a sentar-me. O grande guru começa com a arguencia, não sem antes fazer os agradecimentos bla bla bla. Aqueles que eu passei ao lado. Comecou bem. Elogiou o veementemente o meu trabalho. Respirei fundo. Depois foram 55 minutos de perguntas em jeito de diálogo. Passei o tempo a tremer. Acabou. Respirei fundo. Vez do meu orientador falar. Também agradeceu a toda a gente. Mas por que raio é que ninguém me avisou desta merda desta politiquice? Enfim. Portou-se bem. Fui super elogiada. Nas palavras dele fui brilhante (redimiu-se). Voltou para o presidente do juri. Teve a lata de me fazer mais perguntas depois de quase uma hora de arguencia. Depois convidou-me para fazer um doutoramento. É que é já! Pfff! Mandaram-nos sair. Saímos. Ficamos lá fora a conversar. Chamaram-nos. Tive 18. Beijinhos, abraços e parabéns e veja lá que tem aqui material para artigos. Sim, sim, adeus e até à próxima (ou não). Acabou.
23/01/2013
O drama, o horror, a apresentação #4
É já amanha. Daqui por menos de 24 horas estou livre disto. Acho que por muito mal que me corra e por muito má nota que tire nada vai bater o alívio que eu vou sentir de nunca mais ter de pensar nisto na vida! A sensação de capítulo encerrado vai ser fenomenal. Só que até lá os nervos levam a melhor. Por acaso achava que ia estar mais nervosa do que estou mas vamos esperar por logo à noite. Por via das dúvidas já desviei um drunfo do arsenal do meu pai, nunca se sabe se vai ser preciso. Quando fiz o lasik tive de tomar e foi a melhor coisinha que fiz. Logo já vejo se para isto também vai ser preciso. Amanhã já conto como foi!
21/01/2013
O drama, o horror, a apresentação #3
Ao fim de um dia a treinar a inominável concluo que poupava imenso tempo de apresentação se me engasgasse menos!
O drama, o horror, a apresentação #2
Ao segundo ensaio o tempo está no ponto certo 18 minutos e 45 segundos. Brilhante. Só é pena eu não conseguir dizer nem metade daquilo que achava que devia dizer!
20/01/2013
O drama, o horror, a apresentação #1
Isto era mais porreirinho se uma pessoa se pudesse sentar a ler (em jeito de declamação...) a apresentação em vez de estar a pé a falar de cor para o juri. Os tipos de filosofia fazem isto (nem vou comentar...). Porque é que nós não podemos?
Quem é vivo sempre aparece...
Odeio Janeiro. Visceralmente. É um mês comprido, cinzento, frio, molhado, em que não se passa nada a não ser a quebra de eventuais decisões de ano novo (já as evito por causa das coisas...) e a, também eventual, sensação de frustração que daí advém. Puta que pariu este mesinho mais deprimente. Ainda por cima, para juntar à festa este Janeiro em particular vou defender o raio da minha tese que nunca mais me desampara a loja. Ok, se virmos bem também vai ser o mês em que me vou ver livre disto de uma vez por todas, o que é positivo. Mas neste momento, pré-defesa-de-tese, a sensação de nervosismo de ter de ir apresentar esta porra é muito mais avassaladora do que o conhecimento de que vai acabar e nunca mais vou ter de pensar nisto na vida. Só de pensar já se me revolvem as entranhas. Ainda por cima, o cabrão do meu orientador, que me disse "pronto, faça a apresentação e mande-ma por email para eu dar uma vista de olhos e umas dicas" remeteu-se novamente ao silêncio, boi. Fiz eu a merda da apresentação em duas noites à pressa para dar tempo a sua excelência de ver a coisa e prestar a sua contribuição e nada! Pedi-lhe simpaticamente (isto por email é fácil de simular) que mexesse o cu porque eu precisava de rever e treinar aquilo durante o fim de semana porque depois sei lá o reboliço que vai ser durante a semana e bolha. Nem ai nem ui. Nem tese nem resposta nem nada. A sério. Vou ter de me controlar para não começar a lavar roupa suja na apresentação mas estou-lhe com um asco. Enfim! Entretanto que remédio tive eu senão cagar-lhe na cabeça e começar a preparar a apresentação tal como está. Pelo menos nestas minhas andanças tenho sempre companhia! Não falha! Merecia um agradecimento na tese (em vez do orientador que só pus porque O Filósofo e O Sócio praticamente me obrigaram...sim, sou uma pessoa rancorosa!).
Mais coisas, é já no dia 18 de Fevereiro que vou a tribunal como testemunha do Rei Malvado e da Bruxa Má. Sim, dos dois! Vai ser um festival! Eu não sei que raio os advogados destas duas personagens me vão perguntar mas se eu puder é paulada num e traulitada noutro. Senhores Advogados se estiverem a ler isto (duvido mas vai-se a ver e alguém conhece alguém que conhece alguém que lê isto...) um conselho: não me perguntem nada, deixem me assistir sossegada a esta comédia trágica. Entretanto mais duas pessoas, também ex-moradoras do Reino Para Lá do Espelho, me pediram para ser suas testemunhas em processos contra o Rei Malvado. Sim senhor, vamos lá, contra este senhor tenho eu muito a afirmar (desde que ao mesmo tempo não seja para safar a Bruxa Má das suas vilanias!). O meu pedido de insolvência do reino ainda anda lá perdido nos meandros do tribunal de insolvências mas acho que o Rei Malvado deve estar quase a ser notificado. Vamos lá ver o que vai dar desta vez. Em acordos já não entro mais... para ele me pagar a primeira prestação porque tem de ser para celebrar o contrato e depois cagar na coisa nem pensar. Agora, caro senhor Rei Malvado, ou é sim ou sopas. Ou me pagas ou podes dizer adeus ao Reino de Para Lá do Espelho de uma vez por todas.
E quanto à Melom Engenho? Vai bem obrigada. Ainda é um bebé mas está a crescer saudável. Ninguém precisa de obras? (se não faço publicidade aqui vou fazer onde?) Tem sido uma experiência muito interessante, sim senhor, com os seus stresses como é evidente que isto tá fodido minha gente!, mas vai-se conseguindo andar e isso é que interessa.
07/01/2013
Não é bem agora... mas também não é nunca...
Claro que não acabei a tese ontem. Claro que só se justifica ter dito aquilo por causa do boost de pica sob o qual me encontrava quando escrevi o post anterior. Claro que desaparecido esse boost só ficou o já habitual asco à dita cuja. Mas continuei a trabalhar e já só me falta rever e corrigir a conclusão. Conto mesmo acabar hoje ou amanhã, com mais pica ou sem ela. Não vai ser o melhor trabalho que já fiz mas, sinceramente, já só ter o raio do canudo.
05/01/2013
É agora ou nunca!
E pronto, voltei a pegar no raio da tese que até já andava a dormir mal por causa disso! Só de pensar nesta merda já ficava mal disposta. E então assim foi: hoje acordei às 7:30 da manhã com 5kg de gato em cima duma perna que já estava a ficar dormente e depois não estava a conseguir voltar a adormecer porque comecei a pensar nisto e a centrifugar com o assunto! Assim sendo, pimba!, levantei-me toda remelosa mas cheia de pica (ainda devia ser do sono...) e sentei-me em frente ao computador com uma atitude "foda-se que é agora!" digna de quem ainda farta de perder horas de sono com isto. E meu dito meu feito, já ultrapassei o drama no qual tinha parado e que me tinha irritado solenemente e agora siga para bingo. Claro, com uma nova atitude! A atitude do quero lá saber disto que já não posso ver isto à frente vamos mas é despachar para fechar o assunto duma vez por todas e nunca mais ter de pensar nisto (polvilhem a frase de palavrões e conseguirão uma versão aproximada do meu pensamento real...)! Em principio, ignorando uma boa dose das "sugestões de correção" do meu (arrggg...) orientador, amanhã acabo isto, durante a semana imprimo as versões provisórias, entrego em Braga via O Filósofo Express (ele vai lá todas as semanas...) e venha a apresentação. Para a qual me tou a cagar confesso... estou farta de académicos a fazerem-me perder o meu precioso tempinho. Venha o grau de mestre para botar no CV de uma vez por todas que a nota é perfeitamente secundária neste momento.
01/01/2013
E siga pra 2013
E pronto, 2012 foi com a santa! Como todos os outros antes e como os próximos que virão. Entretanto assim chegou o ano do terror fiscal e vamos lá ver como corre, à fome não se há de morrer (quanto mais não seja Os Pais não deixam)! Ninguém quer fazer umas obrinhas para isto começar já a correr bem? Mas voltando atrás, este 2012 foi um ano peculiar. Primeiro, O Filósofo veio de armas e bagagens (isto inclui Lego Star Wars aos caixotes) aqui para casa, depois adotei dois gatos que me dão cabo do juízo mas que já não consigo viver com eles, mais tarde enchi-me de coragem e despedi-me de uma puta vez e fui para o fundo de desemprego pela primeira vez na minha vida (durante 3 meses mais coisa menos coisa, até que nem me soube nada mal!), depois equacionei ir eu com a santa daqui para fora mas acabei por ficar e criar a minha própria empresa com O Sócio e ser completamente chulada por um estado que ao empreendedorismo só tece louvores, mas aplicar apoios é que 'tá queto! E agora vamos ver no que isto dá. Este ano não há cá merdas de decisões de ano novo. As do ano passado foram todas pró galheiro (incluindo beber um litro de água durante o dia! como justificação, a ideia não foi minha, sou simplesmente uma pessoa influenciável e que tinha pouco para fazer na altura portanto tinha de me entreter com estas coisas...). A única que mantive até hoje foi deixar de fumar (no dia a dia!) e não foi bem de ano novo, foi mais dia 3 de Janeiro (de 2011, dois anos, fuck yeah!). De 2013 só quero que a coisa corra bem a nível pessoal e profissional, sem luxos que também nem é preciso nem a coisa está para isso!, ah, e já agora peço também o menor número de casamentos possível! Obrigadinhos.
26/12/2012
Overdose de chocolate
Prevê-se para os próximos dias uma overdose de chocolate, mais concretamente de Guylian. Este Natal toda a gente que me deu chocolates me deu Guyliam. Tenho provavelmente mais quantidade amontoada no armário da sala do que aqueles que comi a minha vida toda. Não me queixo (muito), eu gosto de Guyliam, mas também gosto de variar e de outro tipo de bom-bons. Enfim, vou iniciar as hostilidades e mandar o primeiro abaixo.
17/12/2012
Cenas
Eu sei que tenho andado desaparecida. O Filósofo esse já nem se fala. Mas isto tem sido uma correria. Eu e o Sócio para um lado, o Filósofo que agora também é agente Remax para o outro e blog que é bom, bolha! Ora bem, vamos começar por onde? Porque não pela tese, essa maldita. Ainda não fiz nada e não vou fazer tão cedo. Mal tenho tempo para descansar fará para sequer pensar nessa coisa que agora assumiu as dimensões de bicho papão. Pode ser que pegue nisso em Janeiro (ou pode ser que não...). Mas como tenho de me por fina para não pagar mais propinas vou ter de me começar a mexer eventualmente. Fico com azia só de pensar... Enfim! E o Rei Malvado? Bem, só vos posso dizer que ainda não foi ao charco mas que foi, finalmente!, abandonado pela Fada Madrinha! Sim, até essa se farta e vai à vidinha dela que aquilo não é vida para ninguém. O meu segundo pedido de insolvência deve estar aí a dar entrada. Lá para Janeiro a notificação há-de chegar (o tribunal das insolvências até se despacha aceitavelmente bem tendo em conta a velocidade média da justiça nacional) e quando chegar não há acordo para ninguém. Já foi tentado e não funcionou portanto agora ou paga tudo ou vai morrer longe. Aguardemos. A Melom Engenho está a arrancar! Continuamos focados no marketing e na publicidade para fazer chegar a nossa empresa a tanta gente quanta possível e temos tido vários pedidos de orçamento. Entre uma coisa e outra já mal respiramos! Quando vierem as obras grandes é que vai ser! Mas venham elas! Entretanto vamos ajudando umas associações de animais que também precisam e agradecem. Aliás, esta nossa ideia de ajudar associações de animais em troca de publicidade gratuita foi genial e já está a ser adotada pelas outras unidades Melom. Até tivemos uma distinção no encontro anual Melom (sim, fiquei vermelha que nem um pimento e obriguei O Sócio a discursar!) por causa da ideia pioneira na rede. Então gente de Marketing? Como é? É preciso virem os engenheiros para desenrascarem coisas destas? Pfffff! E pronto, assim vai a vida, e é quase Natal e eu ainda nem o raio das prendas todas embrulhei, coisa que num ano normal a meio de Novembro já estava! E por falar nisso é o primeiro ano que vou passar parte do Natal com outra família que não a minha, mais concretamente a d'O Filósofo. Vamos lá ver. Eles comem leitão no dia de Natal, portanto não pode ser mau!
04/12/2012
Natal 2012
Saldo ao final de dois dias de vida da árvore de natal 2012: chão da sala cheio de bocadinhos de plástico verde, dois galhos atirados ao chão e recolocados, inúmeras bolas caídas e recolocadas, uma bola irreversivelmente perdida para o inimigo. Podia ser pior, ainda não atiraram a árvore toda ao chão...
02/12/2012
E agora?
Eu estava a corrigir a tese. Hoje levantei-me cedo para dedicar a manhã a isso para ver se avançava um bocado com a coisa. Qual não é o meu espanto quando a ler os comentários a uma parte da tese me apercebo que, a alterar, ia ter de ser uma alteração profunda que influencia quase tudo daí por diante. Coisa para a qual não tenho tempo nem cabeça. Nem sequer estava preparada para tal, uma vez que o excelentíssimo senhor orientador me tinha enviado um email no qual dizia, e passo a citar, "junto envio ficheiro com a primeira parte da minha revisão [...] com um objetivo: sossegá-la quando vir a revisão, pois apenas precisará de algumas poucas horas para efetuar as inúmeras correções sugeridas". Hã hã! A sério, que nervos! Apetece-me esganar o homem. Estou quase a cagar-lhe na cabeça e a entregar a tese como está. Afinal de contas o meu objetivo em tirar este mestrado em particular esfumou-se quando decidi mudar de vida e criar a Melom... Portanto um 10 ou um 18 é igual ao litro, neste momento estou a fazer isto só mesmo para dizer que não andei dois anos a perder o meu tempo e o meu dinheiro. Tenho de ponderar sobre o que fazer, portanto vou mas é fazer a árvore de Natal e assistir à sua destruição imediata por parte de dois gatos histéricos.
26/11/2012
O estranho caso de Dr. Jekyll e Mr. Hyde
Agora já posso escrever este post. Agora que já respirei fundo várias vezes, que já respondi a mais umas perguntas de final de capítulo do livro "4 horas por semana", que já obriguei O Filósofo a sair da aula dele para falar comigo ao telemóvel e que já passou cerca de uma hora após a mais recente troca de emails com o meu orientador. Sim, porque eu vim aqui tentar escrever este post imediatamente a seguir à dita troca de emails mas a densidade de palavrões era de tal ordem que achei por bem adiar a coisa. Pois bem, lembram-se do meu orientador que era um querido que só ele, e extremamente disponível e tudo e tudo e tudo? Pois não é que após eu lhe ter entregue o raio da tese para correcção o querido orientador virou um grande sacana, ao bom estilo do conto do Stevenson que dá o título a este blog? Eu tinha combinado com ele, logo nos primórdios da nossa relação orientador-orientanda, que lhe entregava a tese no final de Julho. Esfalfei-me bem e consegui entregar-lha no inicio de Agosto, mais concretamente no dia 3! Portanto, com um atraso mínimo! Que atire o primeiro calhau quem tiver entregue a tese exactamente no primeiro prazo estipulado! Ora, vai que mando aquilo para o homem e nunca mais há resposta! Na altura estava eu desempregadinha da vida e totalmente disponível para fazer as correcções que fossem preciso mas, já sabia que passado algum tempo iria abraçar um projecto que não me ia deixar propriamente folgada de tempo. Era portanto importante que as correcções a fazer me fossem entregues nessa altura, facto para o qual alertei, várias vezes, o meu orientador. Que me cagou na cabeça de uma forma impressionante. Mandou me a correcção dos primeiros dois capítulos dia 29 de Outubro. O prazo para a entrega oficial era 31 de Outubro! Mas no email com o dito documento afirma também que se responsabiliza totalmente pelo atraso e que já tratou de tudo para que eu possa entregar até meados de Novembro. Até corrigi esses dois capítulos rápido mas, chegada a meados de Novembro ainda não havia sinal da correcção dos restantes capítulos. Nem me dei ao trabalho de o chatear, chega a uma altura em que se perder a paciência e ponto final. Nisto, dia 22 de Novembro chegam os ditos cujos acompanhados da frase "seria bom se conseguisse entregar a tese até dia 26 de Novembro". Ah ah ah ah ah! Só podia estar a brincar. Respondi prontamente a dizer que me seria de todo impossível por no momento - e tal como andei semanas a avisar - já tinha mais que fazer. Qual não é o meu espanto (e horror!) quando recebo hoje um email a dizer que tinha agendado a minha apresentação com o arguente para dia 12 de Dezembro e que como tal tinha de entregar a tese até dia 3, sob o risco de ter de pagar mais propinas! Como?! Quando?! Era o que mais faltava! Levou logo a resposta, primeiro dia 12 estou em formação o dia todo em Fátima, antes não estivesse mas estou e é incontornável (toma lá para não te armares aos cucos a marcar datas sem me consultar primeiro), segundo que não ia conseguir entregar a tese dia 3 coisa nenhuma porque estava (e estou mesmo!) ocupadíssima nos próximos dias tal como tinha avisado vezes sem conta! Não lhe respondi, apesar de bem me apetecer, que quem tinha de pagar as propinas era ele e que o atraso era culpa dele e tal como tinha referido num mail anterior (bem guardado por causa do cheiro das tintas!) se responsabilizava "totalmente" por isso. Fica para quando me apresentarem a factura. Ora foda-se!
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