25/02/2013

Bimbys!

Sábado assisti a uma demonstração da Bimby. Erro. Se eu antes já queria uma Bimby, agora vou ter mesmo de ter uma Bimby! Só que o raio da maquineta custa quase 1000€ pah! E nesta altura custa-me um bocado dar assim este dinheiro... e os planos prestacionais também não me convencem. Primeiro porque nunca tive um empréstimo e só de pensar em ficar presa a um plano de pagamentos prestacionais por causa de um electrodoméstico já me corrói as entranhas, depois porque pagar juros não me assiste. Portanto a única solução que me restou foi iniciar um plano maquiavélico para cravar a Bimby aos meus pais:

A Engenheira: Se eu me casasse tu davas-me uma prenda de casamento, certo?
O Pai: Sim, claro...
A Engenheira: E seria de valor superior a 1000 euros, certo?
O Pai: Sim, muito provavelmente.
A Engenheira: Então, tendo em conta que eu não me vou casar a não ser que o código fiscal nacional mude (e não me parece que esteja para breve...) acho que me devias dar a prenda na mesma, porque só me dares prenda se eu me casar é um fomento à minha hipocrisia e à tua também que eu sei que tens a mesma opinião que eu do casamento.
O Pai (muito baixinho): Temos de convencer a mãe devagarinho...

18/02/2013

Coisas

Já não escrevo há muito tempo, eu sei. Tenho andado a dormir tão mal que durante o dia uso as minhas energias todas para o trabalho e quando chego a casa só quero aterrar. Nem consigo pensar direito, fará escrever. Isto de se ser empresária ter muito que se lhe diga. Todos os dias é uma luta. Sempre à procura de novos clientes (ninguém precisa de obras? :P) e sempre contas para pagar. Mas bem, já sabia que era assim, não me posso queixar de ter sido apanhada desprevenida! De qualquer forma a coisa até está a correr bem, acho eu. A Melom Engenho ainda é um bebé e já tem uns trabalhitos porreiros para fazer. Estamos também a tentar "recrutar" os chamados Agentes Melom. Ou seja, pessoal que trabalhe noutras coisas e que queira ganhar uns trocos a mais (quem não quer?!) e que ache que tem jeito para ser comercial (que é como quem diz, impingir coisas às outras pessoas :P). Neste caso arranjam obras em troca duma percentagem do valor da obra, se esta for adjudicada. Se conhecerem alguém que possa estar interessado nisto é favor deixar um comentário aí a baixo! Num outro registo hoje lá me despenquei eu para o tribunal do trabalho. E para nada! Cheguei lá um bocado antes da hora, não fosse o diabo tecê-las e encontro-me à porta com dois ex-colegas. Conversa para aqui, conversa para acolá e chega a Bruxa Má e o seu marido. Blá, blá, blá, como estás, blá blá blá estou bem, etc e tal. Subimos. Entretanto chegam o advogado e o pai da Bruxa Má e mais outro ex-colega. Faz-se a chamada das testemunhas. Todas presentes menos uma, já vai lerpar. Chega o Rei Malvado e o seu advogado. Que até tem bom aspecto. O Rei Malvado não cumprimenta ninguém, fica num canto lá longe a olhar para nós. Nós continuamos a conversar. Os dois advogados entram para reunir com o juiz  Nós continuamos a conversar. Os dois advogados saem e reúnem com os respetivos clientes. Nós continuamos a conversar. Os advogados voltam a entrar para reunir com o juiz. Nós paramos de conversar porque a Bruxa Má nos vem dizer que se calhar não vai haver julgamento porque o advogado do Rei Malvado disse ao juiz que renunciava (não sei se é este o termo) a representar o Rei Malvado! WTF? No dia e hora do próprio julgamento?! Aparentemente o Rei Malvado insistia na sua defesa com base no "facto" de ter sido ele a despedir por justa causa a Bruxa Má, esquecendo-se convenientemente do facto de que se recusou a receber a carta de demissão dela. O advogado não estava para isso, fez ele bem. O Rei Malvado tem 30 dias para nomear um novo advogado. Depois, dia 21 de Maio estamos lá novamente.

07/02/2013

Programa cultural

Sala Suggia a encher para o cine-concerto do filme italiano Il deserto rosso. Vamos ver que tal!

05/02/2013

Em princípio, acabou a malvadez

O Rei Malvado já pagou. Parte. O resto veio em cheques pré datados porque não tinha liquidez para pagar tudo de uma vez. Bem, pelo menos algum já está deste lado. Quanto aos cheques... se não tiver lá dinheiro quando eu os depositar é chato para mim mas pior para ele. Vamos ver mês a mês. Entretanto daqui a sensivelmente duas semanas lá vou eu a tribunal como testemunha! Mal posso esperar!

31/01/2013

Assim é difícil

Hoje passei o dia a telefonar a pessoas que nem atendiam nem devolviam a chamada. Mas o dia mesmo todo! Estou com uma neura descomunal.

28/01/2013

Casas e famílias

A família (alargada) tem uma casa. A família (alargada) nunca tratou do raio da casa. A casa está um nojo na minha humilde opinião. Para mim não é "frequentável". Tenho vergonha de levar lá os meus amigos. Levei lá O Sócio e expliquei-lhe a situação. Ele concordou comigo. Ele teve pesadelos com alguns dos móveis (monos...) daquela casa. Ele espantou-se pelo facto de alguém conseguir consumir comida que tenha estado no frigorífico que lá existe. Eu percebo-o. Ele espantou-se pelo facto de uma mesa metálica que lá existe ainda se conseguir manter em pé de tão corroída pela ferrugem que está. Eu percebo-o. É assim, a casa de férias na praia da minha família (alargada). Eu sou das poucas pessoas a pensar assim. As outras são os meus pais. O meu irmão acho que já se esqueceu de que aquilo existe. Mas a casa continua a ser frequentada e, como tal, há a opinião de que está bem assim. Sem qualquer tipo de obras ou de manutenção. Até que choveu lá dentro (bruxo...) e lá fomos eu e O Sócio (pobre coitado, sujeito a semelhante visão) ver o que se passava para dar um orçamento. Agora vai-se trocar o telhado. É um principio. Mas muito pequenino. Vai continuar a ser-me impossível de lá passar seja quanto tempo for sem ser por motivos profissionais. É pena. Já passei lá muitas férias e muito boas, gostava de repetir um dia. Mas acho improvável, pelo menos naquela casa.

Melancolia @ Auschwitz e Bikernau

(e porque ontem foi o dia internacional do holocausto... )











25/01/2013

Momento comic-relief da defesa da tese

Já depois de eu fazer a minha apresentação, estávamos todos sentados nos devidos lugares e o arguente a falar. Fala, fala e a páginas tantas começa a dizer "porque o seu trabalho está muito bom e seria de todo interessante publicar uns artigos sobre isto...". Neste momento o meu orientador saca do artigo que já tínhamos publicado numa revista internacional e começa subtilmente a esticar o braço para o dar ao arguente enquanto diz a meia voz "Professor Vieira, já publicámos... em revista internacional, tem aqui para ver". Ao que eu, muito indignada, disparo um (e não foi a meia voz...) "mas esse artigo tem o seu nome!!!". Pronto, parte-se a sala toda a rir (que é como quem diz as três pessoas da assistência, o meu orientador, o presidente do jurí e eu), o homem fica vermelho que nem um pimento mas ri-se também, vá lá, não levou a mal, mas ainda olhou para o público para se certificar que não estaria lá ninguém de relevância que a coisa podia cair mal. Depois ainda meio encavacado lá diz enquanto se tosse todo "ah, bom, realmente... podia ter posto em anexo".

Isso e a cara dele(s) quando eu lhe respondi "porque não calhou" quando ele me pergunta porque é que eu não englobei a temática de planos de segurança da água (sobejamente estudada por ele...) na minha tese, foram os momentos priceless de ontem.

Pergunto-me como é que tive 18...

24/01/2013

Feito!

Cheguei. Esperei. Stressei. Respirei fundo. Apareceu o meu orientador.  Fomos até ao anfiteatro. Apareceu o Professor Pinho. Pode começar a preparar-se, dizem. Reparo que não há computador.  Ainda bem que O Filósofo levou o dele. Trouxe um cópia da sua tese, perguntam. Só em pdf. Eu empresto-lhe a minha, oferece-se o meu orientador. Nós vamos ali tomar café enquanto o Professor Vieira  não chega, dizem e saem. Entra uma gaja na sala para assistir. Pergunta se pode.  À vontade, mas já agora porquê?  Vai defender a tese dela para a semana. Em conversa diz-me o teu júri é composto por 3 super gurus.  Obrigada por me descansares. Chegam os ditos cujos. Sentamo-nos nos respectivos lugares. Começa o presidente do juri bla bla bla, agradecimentos bla bla bla, parabéns bla bla bla. É a minha vez. Respirar fundo. Comecei. Firme. Treinei bastante. Passou rápido.  Acabou. Não agradeci a ninguém. Segundo O Filósofo é costume. Azarito. Também é costume levar uma cópia da tese e um computador e eu não levei. Volto a sentar-me. O grande guru começa com a arguencia, não sem antes fazer os agradecimentos bla bla bla. Aqueles que eu passei ao lado. Comecou bem. Elogiou o veementemente o meu trabalho. Respirei fundo. Depois foram 55 minutos de perguntas em jeito de diálogo.  Passei o tempo a tremer. Acabou. Respirei fundo. Vez do meu orientador falar. Também agradeceu a toda a gente. Mas por que raio é que ninguém me avisou desta merda desta politiquice? Enfim. Portou-se bem. Fui super elogiada. Nas palavras dele fui brilhante (redimiu-se). Voltou para o presidente do juri. Teve a lata de me fazer mais perguntas depois de quase uma hora de arguencia. Depois convidou-me para fazer um doutoramento.  É que é já!  Pfff! Mandaram-nos sair. Saímos.  Ficamos lá fora a conversar. Chamaram-nos. Tive 18. Beijinhos, abraços e parabéns e veja lá que tem aqui material para artigos. Sim, sim, adeus e até à próxima (ou não). Acabou.

O drama, o horror, a apresentação #n faço ideia do número!

Let the games begin