25/01/2013

Momento comic-relief da defesa da tese

Já depois de eu fazer a minha apresentação, estávamos todos sentados nos devidos lugares e o arguente a falar. Fala, fala e a páginas tantas começa a dizer "porque o seu trabalho está muito bom e seria de todo interessante publicar uns artigos sobre isto...". Neste momento o meu orientador saca do artigo que já tínhamos publicado numa revista internacional e começa subtilmente a esticar o braço para o dar ao arguente enquanto diz a meia voz "Professor Vieira, já publicámos... em revista internacional, tem aqui para ver". Ao que eu, muito indignada, disparo um (e não foi a meia voz...) "mas esse artigo tem o seu nome!!!". Pronto, parte-se a sala toda a rir (que é como quem diz as três pessoas da assistência, o meu orientador, o presidente do jurí e eu), o homem fica vermelho que nem um pimento mas ri-se também, vá lá, não levou a mal, mas ainda olhou para o público para se certificar que não estaria lá ninguém de relevância que a coisa podia cair mal. Depois ainda meio encavacado lá diz enquanto se tosse todo "ah, bom, realmente... podia ter posto em anexo".

Isso e a cara dele(s) quando eu lhe respondi "porque não calhou" quando ele me pergunta porque é que eu não englobei a temática de planos de segurança da água (sobejamente estudada por ele...) na minha tese, foram os momentos priceless de ontem.

Pergunto-me como é que tive 18...

24/01/2013

Feito!

Cheguei. Esperei. Stressei. Respirei fundo. Apareceu o meu orientador.  Fomos até ao anfiteatro. Apareceu o Professor Pinho. Pode começar a preparar-se, dizem. Reparo que não há computador.  Ainda bem que O Filósofo levou o dele. Trouxe um cópia da sua tese, perguntam. Só em pdf. Eu empresto-lhe a minha, oferece-se o meu orientador. Nós vamos ali tomar café enquanto o Professor Vieira  não chega, dizem e saem. Entra uma gaja na sala para assistir. Pergunta se pode.  À vontade, mas já agora porquê?  Vai defender a tese dela para a semana. Em conversa diz-me o teu júri é composto por 3 super gurus.  Obrigada por me descansares. Chegam os ditos cujos. Sentamo-nos nos respectivos lugares. Começa o presidente do juri bla bla bla, agradecimentos bla bla bla, parabéns bla bla bla. É a minha vez. Respirar fundo. Comecei. Firme. Treinei bastante. Passou rápido.  Acabou. Não agradeci a ninguém. Segundo O Filósofo é costume. Azarito. Também é costume levar uma cópia da tese e um computador e eu não levei. Volto a sentar-me. O grande guru começa com a arguencia, não sem antes fazer os agradecimentos bla bla bla. Aqueles que eu passei ao lado. Comecou bem. Elogiou o veementemente o meu trabalho. Respirei fundo. Depois foram 55 minutos de perguntas em jeito de diálogo.  Passei o tempo a tremer. Acabou. Respirei fundo. Vez do meu orientador falar. Também agradeceu a toda a gente. Mas por que raio é que ninguém me avisou desta merda desta politiquice? Enfim. Portou-se bem. Fui super elogiada. Nas palavras dele fui brilhante (redimiu-se). Voltou para o presidente do juri. Teve a lata de me fazer mais perguntas depois de quase uma hora de arguencia. Depois convidou-me para fazer um doutoramento.  É que é já!  Pfff! Mandaram-nos sair. Saímos.  Ficamos lá fora a conversar. Chamaram-nos. Tive 18. Beijinhos, abraços e parabéns e veja lá que tem aqui material para artigos. Sim, sim, adeus e até à próxima (ou não). Acabou.

O drama, o horror, a apresentação #n faço ideia do número!

Let the games begin

23/01/2013

O drama, o horror, a apresentação #4

É já amanha. Daqui por menos de 24 horas estou livre disto. Acho que por muito mal que me corra e por muito má nota que tire nada vai bater o alívio que eu vou sentir de nunca mais ter de pensar nisto na vida! A sensação de capítulo encerrado vai ser fenomenal. Só que até lá os nervos levam a melhor. Por acaso achava que ia estar mais nervosa do que estou mas vamos esperar por logo à noite. Por via das dúvidas já desviei um drunfo do arsenal do meu pai, nunca se sabe se vai ser preciso. Quando fiz o lasik tive de tomar e foi a melhor coisinha que fiz. Logo já vejo se para isto também vai ser preciso. Amanhã já conto como foi!

21/01/2013

O drama, o horror, a apresentação #3

Ao fim de um dia a treinar a inominável concluo que poupava imenso tempo de apresentação se me engasgasse menos!

O drama, o horror, a apresentação #2

Ao segundo ensaio o tempo está no ponto certo 18 minutos e 45 segundos. Brilhante. Só é pena eu não conseguir dizer nem metade daquilo que achava que devia dizer!

20/01/2013

O drama, o horror, a apresentação #1

Isto era mais porreirinho se uma pessoa se pudesse sentar a ler (em jeito de declamação...) a apresentação em vez de estar a pé a falar de cor para o juri. Os tipos de filosofia fazem isto (nem vou comentar...). Porque é que nós não podemos?

Quem é vivo sempre aparece...

Odeio Janeiro. Visceralmente. É um mês comprido, cinzento, frio, molhado, em que não se passa nada a não ser a quebra de eventuais decisões de ano novo (já as evito por causa das coisas...) e a, também eventual, sensação de frustração que daí advém. Puta que pariu este mesinho mais deprimente. Ainda por cima, para juntar à festa este Janeiro em particular vou defender o raio da minha tese que nunca mais me desampara a loja. Ok, se virmos bem também vai ser o mês em que me vou ver livre disto de uma vez por todas, o que é positivo. Mas neste momento, pré-defesa-de-tese, a sensação de nervosismo de ter de ir apresentar esta porra é muito mais avassaladora do que o conhecimento de que vai acabar e nunca mais vou ter de pensar nisto na vida. Só de pensar já se me revolvem as entranhas. Ainda por cima, o cabrão do meu orientador, que me disse "pronto, faça a apresentação e mande-ma por email para eu dar uma vista de olhos e umas dicas" remeteu-se novamente ao silêncio, boi. Fiz eu a merda da apresentação em duas noites à pressa para dar tempo a sua excelência de ver a coisa e prestar a sua contribuição e nada! Pedi-lhe simpaticamente (isto por email é fácil de simular) que mexesse o cu porque eu precisava de rever e treinar aquilo durante o fim de semana porque depois sei lá o reboliço que vai ser durante a semana e bolha. Nem ai nem ui. Nem tese nem resposta nem nada. A sério. Vou ter de me controlar para não começar a lavar roupa suja na apresentação mas estou-lhe com um asco. Enfim! Entretanto que remédio tive eu senão cagar-lhe na cabeça e começar a preparar a apresentação tal como está. Pelo menos nestas minhas andanças tenho sempre companhia! Não falha! Merecia um agradecimento na tese (em vez do orientador que só pus porque O Filósofo e O Sócio praticamente me obrigaram...sim, sou uma pessoa rancorosa!).


Mais coisas, é já no dia 18 de Fevereiro que vou a tribunal como testemunha do Rei Malvado e da Bruxa Má. Sim, dos dois! Vai ser um festival! Eu não sei que raio os advogados destas duas personagens me vão perguntar mas se eu puder é paulada num e traulitada noutro. Senhores Advogados se estiverem a ler isto (duvido mas vai-se a ver e alguém conhece alguém que conhece alguém que lê isto...) um conselho: não me perguntem nada, deixem me assistir sossegada a esta comédia trágica. Entretanto mais duas pessoas, também ex-moradoras do Reino Para Lá do Espelho, me pediram para ser suas testemunhas em processos contra o Rei Malvado. Sim senhor, vamos lá, contra este senhor tenho eu muito a afirmar (desde que ao mesmo tempo não seja para safar a Bruxa Má das suas vilanias!). O meu pedido de insolvência  do reino ainda anda lá perdido nos meandros do tribunal de insolvências mas acho que o Rei Malvado deve estar quase a ser notificado. Vamos lá ver o que vai dar desta vez. Em acordos já não entro mais... para ele me pagar a primeira prestação porque tem de ser para celebrar o contrato e depois cagar na coisa nem pensar. Agora, caro senhor Rei Malvado, ou é sim ou sopas. Ou me pagas ou podes dizer adeus ao Reino de Para Lá do Espelho de uma vez por todas. 

E quanto à Melom Engenho? Vai bem obrigada. Ainda é um bebé mas está a crescer saudável. Ninguém precisa de obras? (se não faço publicidade aqui vou fazer onde?) Tem sido uma experiência muito interessante, sim senhor, com os seus stresses como é evidente que isto tá fodido minha gente!, mas vai-se conseguindo andar e isso é que interessa.

07/01/2013

Não é bem agora... mas também não é nunca...

Claro que não acabei a tese ontem. Claro que só se justifica ter dito aquilo por causa do boost de pica sob o qual me encontrava quando escrevi o post anterior. Claro que desaparecido esse boost só ficou o já habitual asco à dita cuja. Mas continuei a trabalhar e já só me falta rever e corrigir a conclusão. Conto mesmo acabar hoje ou amanhã, com mais pica ou sem ela. Não vai ser o melhor trabalho que já fiz mas, sinceramente, já só ter o raio do canudo. 

05/01/2013

É agora ou nunca!

E pronto, voltei a pegar no raio da tese que até já andava a dormir mal por causa disso! Só de pensar nesta merda já ficava mal disposta. E então assim foi: hoje acordei às 7:30 da manhã com 5kg de gato em cima duma perna que já estava a ficar dormente e depois não estava a conseguir voltar a adormecer porque comecei a pensar nisto e a centrifugar com o assunto! Assim sendo, pimba!, levantei-me toda remelosa mas cheia de pica (ainda devia ser do sono...) e sentei-me em frente ao computador com uma atitude "foda-se que é agora!" digna de quem ainda farta de perder horas de sono com isto. E meu dito meu feito, já ultrapassei o drama no qual tinha parado e que me tinha irritado solenemente e agora siga para bingo. Claro, com uma nova atitude! A atitude do quero lá saber disto que já não posso ver isto à frente vamos mas é despachar para fechar o assunto duma vez por todas e nunca mais ter de pensar nisto (polvilhem a frase de palavrões e conseguirão uma versão aproximada do meu pensamento real...)! Em principio, ignorando uma boa dose das "sugestões de correção" do meu (arrggg...) orientador, amanhã acabo isto, durante a semana imprimo as versões provisórias, entrego em Braga via O Filósofo Express (ele vai lá todas as semanas...) e venha a apresentação. Para a qual me tou a cagar confesso... estou farta de académicos a fazerem-me perder o meu precioso tempinho. Venha o grau de mestre para botar no CV de uma vez por todas que a nota é perfeitamente secundária neste momento.