16/10/2012
15/10/2012
Para lá do Espelho #Bruxa Má
Pois é, apesar de ter saído do reino de Para Lá do Espelho continuo a ter notícias do que por lá sucede, de maneira que vos passo agora a relatar o que é feito da Bruxa Má, personagem sem a qual este reino não seria a mesma coisa.
Sensivelmente um mês depois de eu ter abandonado o reino de Para Lá do Espelho, a Bruxa Má segue-me porta fora. Como vocês bem sabem eu saí com justa causa e o meu advogado, versado na Lei dos Reinos, aconselhou-me a sair apenas e só quando o Correio dos Reinos entregasse a minha missiva ao Rei Malvado. E assim foi. Mas, aparentemente, o advogado da Bruxa Má seria menos versado na Lei dos Reinos e a própria Bruxa Má dotada de menos massa cinzenta do que seria suposto pois, esta brilhante personagem, abandonou o reino antes mal depositou a missiva no interposto do Correio dos Reinos, sem aguardar que esta fosse devidamente entregue em mão. Ora pois, tudo muito bem, os Correios do Reino costumam funcionar sem problemas e a tal missiva seria entregue ao Rei Malvado em pouco tempo pelo que tudo ficaria resolvido, certo? Não. A Bruxa Má não previu aquilo que, justiça seja feita, ninguém preveria! O que não invalida o facto de que deveria ter sido mais prudente, mas adiante. Vai então o enviado do Correio dos Reinos ao reino de Para Lá do Espelho entregar a missiva da Bruxa Má para o Rei Malvado. Até aqui tudo bem. O Rei Malvado e a Fada Madrinha não estavam, tinham saído para uma visita diplomática a um reino vizinho. Até aqui tudo bem. O Lobo Mau vai à porta atender o enviado do Correio dos Reinos. Até aqui tudo bem. O Lobo Mau, aliado da Bruxa Má nas suas intrigas, recusa-se a receber a missiva da Bruxa Má uma vez que não lhe estava endereçada a ele! Oh, oh! O Lobo Mau, em vez de ter ido chamar um dos outros súbditos que se encontrava no reino naquele momento para receber a missiva, despachou o emissário do Correio dos Reinos sem mais nem porquê! Oh, oh! O emissário do Correio dos Reinos, não podendo obrigar o Lobo Mau a receber a missiva que efectivamente não lhe estava endereçada fez o que se faz quando se vai entregar algo em mão e se bate com o nariz na porta: deixa uma aviso na caixa de correio a avisar o Rei Malvado de que tem de ir levantar uma carta ao interposto dos Correios do Reino mais próximo. Ora, o Rei Malvado nunca vai à caixa de correio, não tem necessidade disso porque tudo lhe é entregue em mão, sempre! Pois é, o Lobo Mau tramou a Bruxa Má bem tramadinha! Ninguém diria meus caros, mas foi o que aconteceu! Entretanto, nos dias seguintes, o Rei Malvado chegado ao reino não encontra a Bruxa Má! Tentando contactá-la das várias maneiras à sua disposição esbarra em silêncio, a Bruxa Má não respondia! Foi necessário a Fada Madrinha intervir, descobrindo então o que se tinha passado. Confrontando o Lobo Mau apurou a verdade dos factos, a qual relatou ao Rei Malvado. Este, naturalmente, aproveitou-se logo das circunstância e não foi à caixa de correio buscar o dito aviso, fingiu que não sabia, e passados os dias previstos na Lei dos Reinos, enviou ele uma missiva à Bruxa Má, a expulsá-a do reino com justa causa! Pois é. Trapalhadas! Agora estão os dois engalfinhados no Tribunal dos Reinos para averiguar qual tem razão. Sim meus caros, porque no meio disto tudo, vários sacos de moedas estão envolvidos, a favor de um ou de outro dependendo de a quem seja dada razão. E sabem que mais? Apesar de eu ter abandonado o reino antes dela, a Bruxa Má pôs-me como testemunha dela neste processo contra o Rei Malvado! Descobri no outro dia! Acho que para além desta trapalhada também o está a tentar processar devido a uns sacos de moedas mensais que ele indevidamente, na opinião dela, lhe retirou ainda eu lá estava. Não é que eu saiba grande coisa sobre o assunto, que durante a minha permanência no reino de Para Lá do Espelho eu metia-me no menor número de assuntos possível, mas é da maneira que as crónicas continuarão! Quando eu for chamada ao Tribunal dos Reinos eu aviso! E o Lobo Mau, hein? Quem diria, o sacana! Entretanto também já se pôs a andar, mas foi mais espero que a Bruxa Má e saiu com tudo resolvido.
12/10/2012
Burocracias d'Empresária
Ora bem, cá estou eu no meu novo papel de empresária, que no fundo não muda muito a não ser a minha carga de responsabilidade e as tretas para as finanças e para a segurança social. Vou aproveitar para ir falando um bocado do raio do processo burocrático que fui atravessando e que ainda vou atravessar, porque vai-se a ver e amanhã são vocês os empresários e assim já sabem como a coisa funciona. Ou pelo menos têm a visão em primeira mão pela boca (mãos...) de uma leiga nestas matérias, que eu percebo tanto disto como de crochet. Então vamos lá. A nossa primeira hipótese, minha e do meu sócio (que para efeitos deste blogue vai ser doravante referido como O Sócio) foi pedir apenas o remanescente do meu subsídio de desemprego à Segurança Social e utilizar o restante dinheiro de capitais próprios. Nesta situação o plano de negócios e restante papelada seria entregue ao IEFP que analisaria e em caso de deferimento enviava as coisas para a Segurança Social para que esta se chegasse à frente. Ora como é bom de ver o IEFP, como bom organismo público que é, não está propriamente para facilitar a vida às pessoas e decidiu, não se percebe bem porquê, que as pessoas para submeterem um projecto deste género têm obrigatoriamente de ter um escritório/loja/etc, não podem trabalhar a partir de casa. Oi? "Mas no meu caso o trabalho é feito em casa do cliente, não posso ter a sede social em minha casa?", "ah! só com autorização em acta de condomínio e mais isto e aquilo". É que não fazia sentido nenhum estar a arranjar mais um custo fixo, e que não é de desprezar, quando o próprio franchisador aconselha a trabalhar em casa pelo menos nos primeiros tempos. Vamos então falar com o Banco. Que obviamente não tem problema nenhum com isso, tanto se lhes dá como se lhes deu o sitio onde eu vou trabalhar, e que me consegue apresentar uma check list em condições e oh!, sem ambiguidades!, dos documentos que eu tenho de apresentar para submeter a candidatura ao programa de crédito. Pronto, nada de mais, fotocópias de mil e um documentos mais um plano de negócios simples e tá feito. Entregámos o dossier no dia 3 de Setembro e ontem dia 11 de Outubro recebemos o ok final e luz verde para avançar. Entretanto, enquanto esperávamos que o Banco e a SPGM se despachassem fomos tratando de reservar o nome da empresa para ficar já resolvido e reservado. Ficam a saber que arranjar um nome para uma empresa não é tarefa fácil. Chegámos ao Balcão do Empreendedorismo na Loja do Cidadão com cerca de vinte nomes. Foram todos recusados. Pois é, siglas esqueçam, já existia tudo ou remotamente semelhante, porque no que toca a siglas vocês podem querer abrir uma loja de doces em Mirandela mas se já houver um dentista em Faro com o mesmo nome, ardeu! Optámos portanto para ir pelos nomes, porque se o nome da firma tiver os nomes/apelidos dos sócios a comparação com nomes já existentes só é feita ao nível do distrito e da área de actividade. Como uma das nossas primeiras hipóteses era A&L acabou por ficar Aguiar & Leitão, Lda. e vamos registar um logótipo "A&L", pronto, resolvido. Como vamos utilizar mais o nome do franchising, Melom Engenho, este nome acaba por não ser tão relevante. Reservámos então o nome por 3 meses pagando 56€. Ao mesmo tempo definimos também o objecto social, que aparentemente é o mais importante numa empresa no que diz respeito às actividades que pode desenvolver. Eu estava convencida que era o CAE (que também definimos lá, um principal e três secundários), mas diz que o CAE se pode mudar sem custos (até ver...) a qualquer altura e que o objecto social é mais determinante e para alterar temos de nos chegar à frente. Hoje, com isso já previamente reservado, foi só chegar lá, levar os cartões do cidadão com a assinatura digital activada, e em meia horita e mediante o pagamento de 220€ de taxa de qualquer coisa, estava a coisa feita. Já temos NIPC e NISS. Em 48 horas enviam-me por email o código para a certidão comercial permanente para que eu possa tratar dos restantes passos (abrir conta, iniciar actividade, pedir declarações, alvará, etc.). Para começar a trabalhar mesmo ainda vou ter de esperar mais um bocadinho uma vez que cada uma destas coisas (excepto abrir a conta, possivelmente) vão sempre ter prazos, porque como se sabe não se pode apressar os senhores dos vários institutos e organismos públicos.
Desabafo
Depois de ter vindo a seguir atentamente as notícias nos últimos dias chego a uma conclusão: odeio o meu país e sinto um peso no peito quando penso nos próximos tempos.
11/10/2012
Botasky, the Jawa
Eu gosto de Star Wars, a Paki gosta de Star Wars, e sim, o Botasky gosta de Star Wars! :D
Ele gosta de brincar de "Jawa" (aquelas criaturinhas do deserto que roubam droids "perdidos", para depois os revender na candonga).
No caso do Botasky não são droids que rouba, mas sim comida, canetas, elásticos, clips, chinelos, chaves, isqueiros, e carteiras.
Ficam as imagens para poderem comparar! :P
UTINI!
10/10/2012
Lei de Murphy #3
Oh pá, foda-se! E não é que o raio da entrevista me corre espectacularmente bem outra vez? Se eu quisesse ficar com o trabalho de certeza que era a ruína completa. Mas não! Basta eu estar a rezar (ok, eu nem sequer sei rezar, mas assim a fazer muita força) para que não me chamem que pimba!, já estás! É que as perguntas que eles fizeram, quer da primeira vez quer desta são coisas mesmo simples de responder. É que nem é preciso pensar, basta ser honesta. "Agora vamos-lhe fazer algumas perguntas em inglês", check, "agora como resolveria esta situação" e eu a pensar, vai ser agora!, mas não, eram sempre situações que uma pessoa prática, coisa que me orgulho de ser (ou de me achar, mas isso são outras discussões), resolve automaticamente. Assim não vale, não é? E perguntas difíceis, daquelas em que uma pessoa fica tão encaralhada que passa por várias cores e calores antes de responder? Bah! Estou arrependida de ter deixado o salário apenas em valores "altos", devia ter apontado para os "astronómicos".
09/10/2012
A fusão das freguesias
"O grande centro urbano, defendido por Luís Filipe Menezes, surgirá da fusão de Vilar do Paraíso com Mafamude.". É que já somos poucos em Mafamude tal como estamos. Mas "Canidelo, Oliveira do Douro, Avintes, Vilar de Andorinho, Arcozelo, S. Félix da Marinha, Madalena e Canelas" permanecem autónomas. Faz todo o sentido.
08/10/2012
Lei de Murphy #2 - A continuação
Lembram-se da entrevista que tive aqui há coisa de duas semanas? E lembram-se de eu dizer que tinha sido brilhante? Pois, aparentemente o meu brilhantismo foi suficiente para que os valores de salário bastante elevados que eu atirei para cima de mesa fossem ignorados. Fui chamada para uma segunda entrevista, haja paciência! A SPGM já se despachava com o raio do deferimento da candidatura ao Microinvest para eu dizer aos senhores simpáticos desta empresa que lamento imenso mas que me surgiu uma oportunidade mais interessante.
05/10/2012
Carros
Devido a alterações no nosso dia-a-dia, surgiu-nos a necessidade de adquirir um segundo carro. Não há mesmo volta a dar, portanto em vez de chorar o dinheiro de aquisição e manutenção, eu e a Engenheira pusemos mão a obra, e partimos numa demanda pela viatura que melhor cumpre os nossos requisitos: um citadino ágil de baixos consumos, de 4 portas, e o mais bem equipado possível ao menor preço.
Resultado: Kia Picanto TX (em preto).
Após vários test-drives a outra viaturas, e negociatas com vários representantes, a Kia pôs na mesa um set de condições muito apelativo que, no fim, foi o que fez pender a balança a favor deles. Foi uma decisão muito difícil e extenuante, mas levámos a nossa demanda a bom porto.
No fim, esquecendo momentaneamente os encargos que isto vai implicar, fica aquela sensação adolescente de:
"FUCK YEAH! CARRO NOVO!"
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