30/09/2012
29/09/2012
Para lá do espelho #A sequela
No quinta-feira tive um jantar onde me foi recordada, com saudosismo, esta minha rubrica. Ora pois que na verdade, apesar de já ter abandonado o reino de Para lá do Espelho há cerca de 4 meses, continuei, por motivos que passo a explicar, a ter de prestar atenção ao que por lá se passava. Então foi assim. No inicio de Junho abandonei, como bem sabem, aquele reino de gente doida e malvada. No entanto, como é bem sabido por todos, está estabelecido na Lei dos Reinos que súbdito que abandone um reino com justa causa (e mesmo sem ela) tem direito a receber uma bolsa de moedas do reino, de peso variável a calcular consoante diversos factores. Mas pois que o Rei Malvado não recebeu o epíteto por dá cá aquela palha, portanto, bolsa de moedas nem vê-la! Lá tive eu de recorrer aos serviços de um advogado, letrado nos meandros dos decretos da Lei dos Reinos. Depois de explicar, ou tentar explicar, ao advogado como é que as coisas (não) funcionavam no reino de Para lá do Espelho delineá-mos a nossa estratégia. Fazer um pedido de insolvência do reino uma vez que, apesar dos benefícios óbvios que retiraria dessa acção, o Rei Malvado que para além de malvado é doido varrido, não quer, por nada deste mundo, encerrar o seu reino. E foi a melhor estratégia possível. Primeiro porque os tribunais que tratam desses processos não encerram para férias, logo a coisa foi despachada em pouco tempo (entenda-se "pouco tempo" por "menos tempo que no tribunal do trabalho"), segundo porque após ser notificado por arauto do tribunal o Rei Malvado teria apenas 15 dias para fazer fosse o que fosse das várias hipóteses que tinha. E o que sucedeu quando o Rei Malvado foi notificado, perguntam vocês? Pois que ficou histérico. Chamou os advogados do reino e pediu ajuda. Deram-lhe duas hipóteses, igualmente previstas na Lei dos Reinos: ou deduzir oposição ou chegar a um acordo. Mas deduzir oposição já sabíamos nós, o meu advogado e eu, que lhe era impossível. Da lista de 300 (ok, 20 e picos...) coisas que ele tinha de conseguir provar para deduzir oposição (maior parte passava por provar que não tinha dívidas... coisa que ele tem e não são poucas) a única que ele conseguia efectivamente provar era que não tinha abandonado o reino. Vai então que a opção que restava era, a por nós desejada, chegar a um acordo. E pronto, acordo feito, resta-me esperar que o Rei Malvado o cumpra integralmente até ao fim, senão da próxima o reino de Para lá do Espelho vai mesmo ao charco. E no meio disto tudo onde anda a Bruxa Má, essa personagem maléfica (mas não muito esperta)? Ah pois, ela já andou a fazer das suas! Mas isso fica para um outro post que agora tenho de ir almoçar à sogra e toda a gente sabe que chegar atrasada à sogra é o primeiro prego no caixão da relação! (estou a brincar, é um amor de sogra...)
26/09/2012
Lei de Murphy #2
Hoje fui a uma entrevista de emprego. Correu mesmo bem, tão bem como só as entrevistas de emprego nas quais não estamos minimamente interessados correm! Ora bem, eu não estou propriamente à procura de emprego, eu vou criar o meu emprego (isto assim dito parece bem mais espectacular do que realmente é!) mas, como neste meio termo estou a auferir do subsidio de desemprego tenho de fazer "procura activa de emprego" que, no caso do centro de emprego de Gaia, se resume a enviar uma candidatura por semana. Na verdade, eu poderia ter cancelado esta obrigatoriedade a partir do momento que entreguei os papeis de candidatura do meu projecto de emprego ao programa de crédito Microinvest, mas isso envolveria uma visita ao centro de emprego, que é perfeitamente evitável. É bem mais confortável enviar um email por semana com uma candidatura espontânea. Ora bem, vai que não é que uma das empresas escolhidas nesta lotaria das candidaturas espontâneas se encontra efectivamente em processo de recrutamento? E à procura de engenheiros civis? E já agora se tiver experiência em hidráulica ainda melhor e então se se desenmerdarem na língua alemã é que era? Pois bem, fui chamada a uma entrevista. E lá fui. E correu espectacularmente bem. Se eu fosse o recrutador contratava-me (modéstia à parte)! O meu plano era demonstrar indiferença, mas frente a frente com o senhor-tão-simpático-director-da-parte-técnica acabei por não conseguir. Também não me demonstrei super interessada e entusiasmada, longe de mim, até porque a posição não é propriamente de sonho. Enfim, atirei um salário mais elevado do que aquilo que suponho que eles estejam disponíveis para pagar que é para ver se fico retida no filtro.Podia não ter ido à entrevista mas não sei até que ponto é que isso é viável em termos do meu estatuto de desempregada. Se eu estivesse efectiva e desesperadamente à procura isto não teria acontecido.
21/09/2012
Chinadelas e presuntos.
Pois é... A engenheira comprou um belo naco de presunto que é preciso cortar. Eu e facas não no damos bem... Mas o presunto é tão bom!
Digamos que estou a escrever este post com um dedo ao peito...
*sigh*
Lei de Murphy
Claro que depois de sair de mota, apanhar alta molha, vir a casa tomar um banho quente, trocar a mota pelo carro e por um guarda-chuva e sair de novo, eis que abre o sol e não chove nem mais uma pinga!
18/09/2012
Vândalos
Desta vez aparentemente a PT não tem culpa. A acreditar nos senhores da assistência técnica foi sabotagem. Alguém deu cabo dos cabos de fibra todos da sapo do meu prédio. Bonito, não haja dúvida.
17/09/2012
Afinal ainda não acabou
Viva a PT! Estou sem net e telefone outra vez. Já está cá mais uma equipa técnica. Ando a rodá-las todas. Já seguiu nova queixa ao conselho de administração da PT e desta vez foi também uma para a ANACOM. Puta que os pariu.
16/09/2012
Manif
Ontem também saímos à rua. Fomos demonstrar o nosso desagrado pelo rumo que as coisas estão a levar. Não gritamos, não esperneamos. Estivemos. E foi bonito ver tanta gente e de tantas idades junta por uma causa comum. Foi a primeira manifestação em que participei e como eu, suponho, muita gente. Acho que de facto as últimas medidas anunciadas foram a gota de água que fez transbordar o copo da indignação. Mas tenho de vos confessar uma coisa, não levei cartaz mas aquele que me apetecia empunhar, mais do que insultos ao governo, diria "Não votassem neles, oh burros! Não se abstivessem, oh burros!". E não me venham com as desculpas de que não havia alternativas. O voto em branco, por exemplo, é uma alternativa mais do que válida.
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