22/08/2012

Little Britain

De regresso da Little Britain (a.k.a. Vilamoura). Atenção, foi uma semana que me soube pela vida. A casa para onde fui (muito obrigada a quem ma emprestou) tem uma varanda excelente, com sombra e sossegada onde se está muito bem a ler, a jogar magic (um regresso!), a conversar ou simplesmente a contemplar o infinito. Conseguimos encontrar uma zona na praia da falésia com uma densidade de banhistas aceitável onde conseguíamos ter mais de 5cm de manobra a toda a volta (!), metros inclusive!, metros de manobra a toda a volta na praia da Falésia em Agosto! Claro que era a zona não vigiada, mas e depois?, para estar deitada ou sentada na toalha tanto me dá como se me deu se estou a ser vigiada ou não. Quanto aos banhos só precisava de me deslocar uns metros e pronto, vigiadíssima novamente! E nessa zona a fauna balnear era sem dúvida mais do meu agrado! Nada de último biquini/calção da moda, com um bronzeado xpto e muita horinha de ginásio em cima, penteados pensados ao pormenor e toalhas de praia de marca. Ali era gente normal, a banha de fora, a pele branca, a toalha secular e o biquini/calção que calhou e também já com alguns aninhos em cima. Para alem de ter espaço (mas quem é que precisa de espaço na praia? pensam todos os outros milhares de pessoas que estacionavam nas zonas vigiadas da praia da Falésia, afinal de contas quanto mais perto se está das outras pessoas mais as podemos observar e elas a nós que este biquini gucci comprado em Milão é para ser visto!) a vizinhança era agradável, ainda me ria a ouvir as conversas. Ajudou também o facto de termos limitado o passeio dos tristes (marina de vilamoura, nomeadamente by night) ao mínimo indispensável, ou seja, ir buscar o gelado. Aquilo parece Oxford Street em hora de ponta. Ou a Av. dos Banhos na Póvoa de Varzim, mas com menos fatos de treino, que ali a gente veste-se bem para ir passear! Portanto, conseguindo evitar aquilo que a maioria procura, foi uma semana muito bem passada. Quanto à Little Britain, bem, da última vez que vi, Vilamoura, freguesia da Quarteira, conselho de Loulé, ainda era território nacional. Mas se calhar agora é um enclave britânico e andam-me a escapar as notícias. É que está tudo em inglês! Nem sequer nas duas línguas! Só e apenas em inglês! Isto irrita-me confesso, a mim, a pessoa menos nacionalista que conheço.

12/08/2012

Empregados de mesa por uma tarde

Hoje, eu e o Filósofo fomos dar uma mãozinha na Confeitaria Primar que, por vários acasos do destino, se viu curta de pessoal no dia mais movimentado da semana, o domingo. E tendo em conta que nenhum de nós tinha, alguma vez, servido às mesas a coisa até não correu mal! Consegui só entornar um café (quem já tiver servido cafés e nunca tiver entornado nenhum que atire a primeira pedra!) e O Filósofo só trocou uma vez lá qualquer coisa nos números de mesa, o que não chegou propriamente a ser um problema. Nada mau! E pelo meio ainda se treina o espanhol, o francês e o (praticamente inexistente) italiano. O inglês também, claro, mas esse fala-se já não se treina. Enfim, cinco horas a servir às mesas estou que nem posso. Ele é o pingo curto morno, o café cheio em chávena fria, a meia de leite morna e clarinha, a meia de leite escura, o carioca de café assim e o raio que os parta assado. Mas esta gente não pode tomar as coisas normais? "Olha, tens aquela cena que é assim cerveja e tequilla?" (imagine-se aqui a pronúncia lisboeta, sff). WTF? Mas a memória lá foi dando para tudo! A minha, sim, porque O Filósofo se via mais do que três pessoas numa mesa ia de caderninho! Fraco. Se bem que dou o braço a torcer que ele tem muito mais jeito que eu para o equilibrismo da loiça. Resultado: sinto as pernas pesadas, parece que corri uma maratona. Já estive esticada no sofá de perna ao alto para ver se a coisa melhora. Gostei muito da experiência mas os senhores da Primar que me perdoem, que amanhã já não volto (para servir às mesas, claro)!

11/08/2012

Inércia. Oh, que maravilha!

Quando se começa a não fazer nenhum, nem escrever se escreve. É uma espiral viciante. Vai ser bonito quando tiver de pegar na tese para a corrigir. Mas isso é para depois, que antes ainda há uma breve passagem por aqui:




03/08/2012

Pequeno conselho

Se fizerem uma tese tentem não usar demasiados documentos. Fazer as referências bibliográficas é de cortar os pulsos.

01/08/2012

28/07/2012

Casórios

E cá vou eu para mais um casório. Eu que não gosto de casórios, mas assim mesmo nada, arranjo maneira de ter pelo menos sempre um por ano. Desgraça. Desejo naturalmente as maiores felicidades a todas as pessoas que decidem assinar um contrato entre si, assim a jeito de criação de empresa em sociedade bipartida. Olha, se calhar um dia destes sou eu a fazer isto (a criação de empresa em sociedade bipartida, entenda-se), e com o um dos meus melhores amigos, deixando o meu namorado de fora. Weird stuff. Será que também deveríamos fazer uma festa, alugar uma quinta, enfardar burros, soltar foguetes e afins? Guess not. Mas num casamento celebra-se o amor (!) e yarayarayara e então há que fazer essas cenas todas e "ah tens mesmo de vir!" como se no meio de 5000 pessoas alguém desse pela minha falta, please! Mas pronto, cá estou eu penteadíssima (e convencer a cabeleireira de que a laca é uma ferramenta desnecessária?), de mão e pé arranjado (!), unha pintada (!!) e a caminho de ir ser maquiada por uma amiga (!!!). Sim porque eu para além de não ter nem guaches, nem lápis de cor nem pózinhos coloridos de prelimpimpim, pintar só mesmo no papel. Mas vamos ver o ponto positivo de tudo isto! Pelo menos consigo ir aos casórios todos com o mesmo vestido. Coisa bem amortizada, hein? E as únicas pessoas que lhe botaram os olhos em cima mais do que uma vez (duas, mais concretamente) foram os noivos de um dos casamentos que foram convidados de outro. Bem, que o vinho seja bom e felicidades aos sóc... ups, noivos!