Chego eu de Londres e tenho de ir, mais uma vez, ao centro de emprego reactivar o subsídio de desemprego que ficou temporariamente suspenso. Vou lá ontem, para despachar o assunto o mais rapidamente possível e o sistema estava "em baixo". Claro que estava. Aliás, admira-me é que das três outras vezes que lá fui estivesse a funcionar. Isso sim foi deveras improvável. "Volte amanhã". Pois claro. Lá voltei eu hoje. Por acaso não tive de esperar muito nem de ir para lá de madrugada porque o serviço para que tive de ir desta vez avia as pessoas rapidinho. Sou atendida. "Estive ausente do país, cheguei ontem e vinha reactivar o subsídio de desemprego", "Ah! Mas sabe que primeiro tem de ir à segurança social para lhe fazerem a reactivação e só depois, passado dois dias é que nós aqui podemos emitir novamente a declaração para a apresentação quinzenal"! Oi? "Mas não foi essa a informação que me deram quando informei que me ia ausentar". Rebéubéu pardais ao ninho e a senhora foi extremamente simpática e mitrou os meus papeis às "colegas da segurança social" do centro de emprego que me resolveram a coisa em 3 minutos. Só que, como aparentemente o sistema informático da segurança social só transmite as mensagens ao sistema informático do centro de emprego passados dois dias, o sistema informático do centro de emprego ainda não permitia que se imprimisse a tal declaração para ir à junta. Resultado, segunda-feira lá estarei outra vez. De Londres falaremos em breve.
11/07/2012
04/07/2012
Ai que stress!
Ai que isto de falar com os senhores da Nova Zelândia por telefone é um stress que ainda estou toda a tremer! Parece que o meu inglês se esfumou repentinamente com o toque do telefone e que passei a conversa a engasgar-me repetidamente. O Filósofo diz que não, mas ele só ouviu bocados... De qualquer maneira estou excitadíssima! O Joe pareceu-me 5*! Volto a falar com ele na próxima quarta-feira, vamos lá ver! E agora cama que amanha acordo as 4 da manhã para ir para Londres. Parada gay e feira de emprego, here I come!
30/06/2012
3 livros, 3 desilusões
Pois é. Finda a interminável (no bom sentido, ok?) saga da Dark Tower regressei a livros de tamanho pequeno (normal... vá!), optando por uma leitura mais simples. Para descansar, disse eu. Erro. Neste caso particular, claro. Então foi assim:
Primeiro livro lido:
Título em português: A minha vida com o Lama
Título original: Living with the Lama
Autor: Lobsang Rampa
Editora: (peço desculpa mas não sei, e como o livro era emprestado e já o devolvi não posso ir consultar)
Data da primeira edição: 1964
Opinião: A ideia do livro está engraçada. A vida, ou parte dela, vista pelos olhos de uma gata. O resultado nem por isso. Ou melhor, também não vou exagerar, é engraçadinho, vá! Lê-se. Mas falta qualquer coisa. Acabei o livro com a sensação de "mas é só isto?". Uma coisa que acho que não ajudou, confesso, foi o facto de eu ter lido uma edição brasileira de 1981. Se ler alguns livros em português já é mau, em brasileiro ainda pior. Ademais, aquilo era uma miscelânea de estilos. Se havia partes do livro em que as passagens era demasiado rápidas, ficava a sensação de que seria preciso ali mais qualquer coisinha, outras havia em que o autor se prendia com descrições desnecessárias. Outra coisa que detestei era o facto de estar sempre a repetir certas ideias. O leitor não é estúpido, ok? Percebe logo a coisa à primeira ou, quanto muito, à segunda!
Segundo livro lido:
Título original: Uma casa na escuridão
Autor: José Luís Peixoto
Editora: Quetzal
Data da primeira edição: 2002
Opinião: Matem-me! Ou então simplesmente proíbam-me de cair na estupidez de ler outro livro do Sr. Peixoto. Qualquer coisa. Isto foi excruciante. A única parte positiva foi o facto do livro só ter 253 páginas e o tamanho da letra ser enorme. E mesmo assim, ler 253 páginas de nada... digo-vos... é cansativo. É que não diz nada! Não tem principio, não tem meio, não tem fim. Tem 253 páginas de... coisas. Admito que haja gente a gostar deste tipo de livros em que se expressam ideias que não levam a lado nenhum. Aliás, de certeza que há muito boa gente a dizer que isto é uma metáfora para qualquer coisa grandiosa, existencialista, sei lá... assim um termo bonito qualquer. Pois se é, que até pode ser, passou-me ao lado. Sou demasiado insensível para metáforas rebuscadas. E assim sendo, odiei ler este livro. Ainda assim, parabéns ao senhor pelas suas repetições e aliterações, foi o que me impediu de morrer totalmente de tédio.
Terceiro livro lido:
Título em português: Laços que perduram
Título original: The Guardian (já começa bem por aqui!)
Autor: Nicholas Sparks (com um título destes não havia muitas hipóteses realmente...)
Data da primeira edição: 2003
Opinião: Não sei como é que caí na esparrela de me por a ler outro livro do Nicholas Sparks. Sim, porque se na primeira quem quer cai, na segunda só cai quem quer. Foi me emprestado com a descrição de que era diferente dos outros livros do Nicholas Sparks. Ora eu só tinha lido até ao momento um livro do Nicholas Sparks, apesar de no fim ter ficado com a impressão de que já conhecia toda a sua obra, e este - confirma-se - era igual. A mesma coisa. A senhora sozinha, coitadinha, muito infeliz, ai que ninguém me ama e ai que nenhum homem me serve depois daquele que foi O homem mas que partiu. Ai que afinal secalhar já há aqui um que serve, e que parva que eu sou que esteve sempre à minha frente e eu só agora é que reparei nele. Ai mas afinal um dos outros que não servia é maluco e anda atrás de mim, ai de mim que perigo que eu corro. Ah mas o outro que eu descobri tarde mas que ainda foi a tempo me vai ajudar a lidar com a situação. E aliás, vê-se logo que é o homem da minha vida porque o meu cão só gosta dele, rosna aos outros todos. Enfim. Já para não falar das personagens que mudam de opinião como quem muda de camisa e sem se perceber muito bem porquê. E, não satisfeitos com isto, os senhores da Editorial Presença ainda conseguem piorar o livro com uma tradução de meter medo! A sério, do pior que eu já li. Um exemplo, que para mal da minha já de si má experiência literária, não era caso único: "Agora fizeste-la bonita". FIZESTE-LA?! Pá, nada a acrescentar.
29/06/2012
Deambulações
Pois é... Não é só a Engenheira que dá caminhadas pela manhã, e vai parar a sítios bonitos: Crónicas do Desemprego #1
Parti sem destino certo, e com o único objectivo de caminhar durante uma hora para exercitar estes velhos ossos.
O leitor MP3 (meu fiel companheiro) ia-me bombardeando com uma selecção músical potente, enquanto o resto dos sentidos ia sendo presenteado com uma brisa húmida e fresca, e um aroma crescente a rio. Isto porque, entre a minhas deambulações mentais e físicas, me fui aproximando do Douro. Quando dei por mim encontrava-me no cais de Gaia.
Nota: esta foto não foi sujeita a qualquer tipo de manipulação manhosa. A foto está um trampa porque a máquina (telmóvel) não vale um charuto! Para quê usar instagramas e afins para arruinar fotos, quando basta uma máquina de fraca qualidade? :P
27/06/2012
Um agradecimento
Ao meu orientador, um grande bem haja!
Achei que devia começar assim este post porque os relatos que eu tenho relativos a orientadores de mestrado de amigos meus fazem-me crer que o meu é uma ave rara. Pode demorar a responder (e atenção, quando eu digo demorar estou a falar de, no máximo, uma semana) mas tem sempre um motivo válido para a demora. Pode ser complicado marcar reuniões com o homem devido à super agenda dele, mas lá nos conseguimos entender sempre e em tempo útil. E, mais importante que tudo, tem o dom de me dar um boost de motivação sempre que é necessário. Ontem foi mais um. E ainda me fez uma carta de recomendação toda catita! Mas agora mãos à obra para ver se acabo isto. Dividi a coisa em seis tarefas, uma delas algo complicada. Mas há-de se fazer. E como diz o homem: "Qualquer problema ligue-me que eu estou cá para isso! E se entrar em período de férias não se preocupe que encontramo-nos na mesma!". Sim Sr., muito obrigada.
25/06/2012
24/06/2012
Liebster blog
Ora bem, eu admito que não percebo nada disto, mas a Catarina do blog Páginas Encadernadas ofereceu-me um selo:
O que é um selo, perguntam vocês! O que é um selo perguntei eu! E fui explorar. Parece-me ser uma corrente entre blogues com menos de 200 seguidores. Aqui estão as regras (apesar de variarem, pelo que me apercebi, mas vou seguir as regras de quem mo enviou, parece-me o mais correcto):
1. Quem o recebe deve postar 11 factos sobre si
2. De seguida deve responder às 11 questões que quem deu o selo colocou e escrever 11 novas perguntas para as pessoas a quem oferecer o selo responderem
4. Escolher 11 bloggers e linká-los
5. Não se pode taggar quem nos taggou
Onze factos sobre a Engenheira:
1. Smart as hell
2. Convencida na mesma medida (cheira-me que o ponto 1 já deixava antever tal coisa)
3. Portista ferrenha
4. Adoro ler (maior parte dos géneros, são excepção a ficção científica e cenas existencialistas e afins)
5. Odeio areia (fico-me pela esplanada na maior parte das vezes)
6. Já fui a 26 países (and counting!)
7. Não bebo café (porque não gosto do sabor)
8. Não bebo cerveja (pelo mesmo motivo)
9. Bebo vinho (muito... tinto ou branco tanto faz, desde que seja bom)
10. Deixei de fumar há um ano e meio sensivelmente
11. Apesar de preferir cães a gatos, tenho dois gatos e adoro-os
Onze factos sobre o Filósofo (somos dois , acho que devemos responder os dois)
1. Comics, gaming e cinema é a minha cena
2. Livros e música também :P
3. O meu género favorito é fantasia
4. Já fugi de um touro enraivecido
5. Já passei os 300km/h numa moto
6. Tenho uma tatuagem extremamente geek mas fixe
7. Vou começar a tocar guitarra (pobres vizinhos)
8. Gosto de felinos
9. O meu sonho era poder voar
10. Sou um fã do Império
11. Filosofia :)
Resposta às 11 questões colocadas (Engenheira/Filósofo):
1. O que te faz mesmo feliz? Paz, sossego e passear pelo mundo./ Bacon.
2. O que te irrita profundamente? A segurança social./Quando já não há bacon.
3. Preferes livros em formato digital ou papel? Papel. Ainda não passei a barreira psicológica de não ter o objecto físico./Papel, pobres árvores.
4. Autores Portugueses ou estrangeiros? Leio mais estrangeiros na verdade. Há mais oferta nos géneros literários que prefiro./Tanto dá desde que sejam bons.
5. Nome do autor(a) preferida? Collen McCullough./Tolkien
6. Dia ou noite? Dia/Tardes longas
7. Verão ou Inverno? Verão/Primavera
8. Uma tarde perfeita seria... Esplanada, livros e amigos./Gaming e cerveja.
9. Filme mais aguardado de 2012? Hobbit./Dark Knight Rises
10. Animal preferido? Sei lá... urso... whatever!/Tigre.
11. Férias de sonho? Três meses a conhecer o Japão de lés a lés!/O resto da vida.
Novas questões:
1. Bebida preferida?
2. Género literário preferido?
3. Piscina ou praia?
4. Preferes férias em resorts ou a calcorrear cidades/regiões/países?
5. Queijo ou bacon?
6. O Relvas devia-se demitir?
7. Império ou Aliança Rebelde?
8. Estudas/trabalhas melhor de manhã, à tarde ou à noite?
9. O teu ídolo da juventude?
10. Já leste o Sr. dos Anéis (não?! não mereces o chão que pisas!)?
11. Achas que Portugal devia sair do Euro (moeda!!!)?
Blogues a quem dou este selo:
Antes de mais vou avisar que aqui vou ignorar esta versão das regras e seguir a versão mais comum da blogosfera, nomear apenas 5.
Que trabalheira!!!! :P
23/06/2012
21/06/2012
Crónicas do Desemprego #3
Afinal ainda não me livrei do centro de emprego! No fim de semana de 7 e 8 de Julho vou a uma feira de emprego em Londres. Aproveito e, já que lá vou e me dão tecto, fico mais uns dias que afinal estar desempregada também há-de ter as suas vantagens! Tudo muito bem. Ora pois, vou eu a ver, e nos deveres do desempregado diz que tenho de avisar sempre que me ausentar do país mesmo que isso não interfira com a apresentação (do termo de identidade e residência) quinzenal na junta de freguesia. Bem, penso eu, isto há-de se resolver com um email, um fax, ou quanto muito uma carta registada. Hã hã! Ligo para a linha de apoio da segurança social (que por acaso funciona muito bem e são rapidíssimos a atender, tenho a dizer) e sim, tenho de avisar até 5 dias depois de ir. Depois de ir? 5 dias depois de ir já eu voltei! Mas adiante, tenho de avisar pronto. E como? "Ah, isso tem de ser presencial.". Presencial? "Sim, presencial". Mas e email, fax ou carta? "Não, presencial.". Estou feita com estes gajos.
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